Uma nova agenda para fortalecer a saúde pública brasileira
A saúde pública brasileira precisa avançar para uma nova etapa. O debate já não deve ser apenas sobre a falta de recursos ou sobre os problemas do Sistema Único de Saúde (SUS), mas sobre como construir um sistema mais eficiente, moderno e preparado para atender uma população que envelhece rapidamente e exige cada vez mais serviços de média e alta complexidade.
Meu compromisso é defender o fortalecimento da saúde de São Paulo e trabalhar para que o Estado receba um financiamento federal mais justo, compatível com sua contribuição para o país e com a responsabilidade que sua rede pública assumiu ao atender milhões de brasileiros, inclusive pacientes vindos de outras unidades da Federação.
Também é papel do Parlamento aperfeiçoar as leis, fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e garantir que o dinheiro da saúde seja utilizado com eficiência e transparência.
O primeiro compromisso deve ser fortalecer a participação da União no financiamento da média e alta complexidade. Estados como São Paulo, que concentram hospitais de referência e recebem pacientes de todo o Brasil, precisam de recursos compatíveis com a dimensão dos serviços que prestam. Reduzir as desigualdades regionais passa necessariamente por um novo pacto federativo para a saúde.
Também é fundamental fortalecer políticas públicas que já demonstraram resultados concretos. A Tabela SUS Paulista é um exemplo de iniciativa que ajudou a reduzir a defasagem histórica da remuneração dos procedimentos, garantindo maior sustentabilidade às Santas Casas, hospitais filantrópicos e hospitais municipais. Preservar e ampliar esse modelo significa fortalecer uma rede essencial para milhões de brasileiros e assegurar que São Paulo continue oferecendo atendimento de excelência.
Defender mais recursos para a saúde também exige responsabilidade fiscal. Transparência, combate ao desperdício e gestão eficiente precisam caminhar ao lado do aumento dos investimentos. Cada real bem aplicado representa mais consultas, exames, cirurgias e medicamentos para quem depende do SUS.
Outro desafio é fortalecer a atenção básica. Uma rede mais resolutiva acompanha melhor os pacientes, reduz internações evitáveis, organiza o encaminhamento para especialistas e ajuda a diminuir as filas. O objetivo deve ser simples: oferecer o atendimento certo, no tempo certo.
O Brasil também precisa preparar seu sistema de saúde para as mudanças demográficas. É fundamental investir na primeira infância, fortalecer políticas de envelhecimento saudável, ampliar a prevenção e o acompanhamento das doenças crônicas e tratar a saúde mental como uma prioridade permanente.
A modernização da gestão é igualmente indispensável. A implantação de um prontuário eletrônico integrado entre hospitais, unidades básicas, laboratórios e serviços especializados reduzirá desperdícios, evitará a repetição de exames e permitirá um atendimento mais rápido e seguro ao cidadão. Da mesma forma, investir na formação dos profissionais de saúde e estimular uma atuação responsável da saúde suplementar contribuirá para ampliar o acesso sem comprometer o papel do SUS como garantidor do atendimento universal.
Essa é a agenda que defenderei: fortalecer a saúde de São Paulo, lutar por um financiamento federal mais justo para a média e alta complexidade, garantir que a União reconheça a importância e a contribuição do nosso Estado para o financiamento da saúde nacional, ampliar o apoio às Santas Casas, hospitais filantrópicos e hospitais municipais, fortalecer a Tabela SUS Paulista, investir em uma atenção básica mais resolutiva, incentivar a inovação tecnológica, ampliar a prevenção, tratar a saúde mental como prioridade e valorizar a formação dos profissionais da saúde.
A saúde pública não precisa escolher entre mais recursos ou melhor gestão. Precisa das duas coisas. São Paulo demonstrou que é possível inovar, investir e construir uma rede de referência para todo o país. Agora é hora de defender esse patrimônio, garantir que a União faça sua parte e levar para o Brasil políticas públicas que deram resultado.
Fortalecer a saúde paulista é fortalecer o SUS. É reconhecer quem investe, quem inova e quem assume a responsabilidade de atender brasileiros de todas as regiões. Esse é o caminho para construir uma saúde pública mais moderna, eficiente e humana, que respeite o contribuinte, valorize o dinheiro público e coloque o cidadão no centro das decisões.

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